(;) pesquisa

 

( ) tags

todas as tags

(») posts recentes

(.)Olá Porto

(:) Fazer-se à rua

(...) Um arquivo a explor...

(:) O Porto também é de f...

(.) Histórias do Porto à ...

(:) O Porto também é de f...

(") Cafés do Porto

(?) Os azulejos de São Be...

(:) O Porto também é de f...

(.) Se nos dessem o azul ...

(«) arquivos

Fevereiro 2012

Setembro 2011

Agosto 2011

Fevereiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Setembro 2009

Agosto 2009

Junho 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

subscrever feeds

Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

(.) Nascente

De onde fará sentido começar esta viagem? Do alto da escarpa de onde dominava o bispo? Junto à estátua do “Porto”? Subindo à Torre dos Clérigos, ou olhando o Douro na Ribeira? Porque não na nova Casa da Música, ou então fazendo as despedidas ao Bolhão? Se calhar olhando a água a brotar da fonte da Colher, ou numa nova loja da rua do Almada. E se esquecermos o onde e escolhermos o como, em forma de gesto simbólico? Bebendo um copo de Porto, saboreando as tripas à moda do Porto, lendo um livro do Porto, molhando os pés no Atlântico? E porque não contrariar esta cidade que se estende para o mar e para o rio e procurar aquilo que quase nunca vemos: o nascer do sol?


É por este momento que faz sentido começar, numa cidade em que tantas vezes falta a luz. Ela virá lá de longe, do continente a que viramos as costas, do interior que esquecemos, para, oblíqua, começar a abrir as ruas, as portas, as janelas que a noite emudeceu. Ainda antes de se mostrar no céu, ela é o sussurro que ergue os cobertores, entrado pelas frinchas da janela, o sinal de partida unificador que nos devolve à cidade. Escolhamos o nascimento de cada dia.


É preciso encontrar um observatório perfeito que diga ainda mais deste Porto. E acho que há um sítio assim. Encontro-o a bordo do metro, entrando na antiquíssima ponte Luís I, de olhos postos no tímido horizonte de luz. É por aqui que vamos começar. DPontes







Foto Adelino Meireles

» publicado por DPontes às 00:52
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos