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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

(!) A cidade dos que partem

 

O riso é uma arma. Poderosa. Por vezes é um riso amargo, mas o sabor final é de vitória sobre a modorra dos dias vencidos. "A cidade dos que partem", da Palmilha Dentada, em cena no Teatro Carlos Alberto é o fogo de artifício que não podemos perder. Teatro, um musical de luva branca, que, de uma forma rara, fala desta cidade tantas vezes abandonada. Contemporâneo, como são as obras feitas à flor da pele, malandro e alegre, de quem faz com gosto. Uma peça do Porto, a reclamar o nosso testemunho.

 

 

"Alguns dizem que as tripas à moda do Porto surgiram porque as gentes da cidade ofereceram a carne para alimentar os lisboetas no cerco da cidade. Outros dizem que o sacrifício foi em nome da nação que se expandia além fronteiras em naus repletas de tripulações famintas. Outros dizem que é apenas uma má ideia de um mau cozinheiro.
Outros ainda dizem que quando a vida nos dá tripas temos que fazer feijoada. Nós? Dizer, não dizemos nada. Desta vez cantamos. Cantamos a cidade e as tripas. Cantamos as chegadas e as partidas. Cantamos o que somos, o que fomos e o que achamos que somos ou fomos, mas que afinal nunca chegámos a ser. E rimos. Rimos bastante. Em primeiro lugar, rimos de nós mesmos. Depois, rimos dos que nos governam, rimos dos que são governados, rimos dos que vão embora, rimos dos que cá ficaram, rimos dos que sonham e… sonhamos com eles. Portanto, voltamos a rir de nós mesmos."

 

Teatro da Palmilha Dentada

 

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» publicado por DPontes às 23:32
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