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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

(.) Descobrir o Porto a partir do Oriente

.

Muitos dos antepassados dos portuenses de hoje, entraram na cidade pelo Oriente, descendo o Douro, apeando-se do Marão, batendo à porta de Campanhã, carregados dos sonhos que esperavam encontrar morada na cidade desconhecida. Muitos tiveram pouco que caminhar, até encontrar pouso entre as grandes quintas, que, no século XIX, iam dando lugar às fábricas, às ilhas, a ruas, urbanizações... É sobre esta parte da urbe, tão esquecida, que agora temos um livro incontornável, para todos os que não desistem de conhecer melhor o Porto.

 

O seu lançamento já tem algumas semanas, mas estamos sempre a tempo de chamar a atenção para a excelência do livro de Jorge Ricardo Pinto, “O Porto Oriental no final do século XIX”, um retrato límpido, irrepreensivelmente escrito, que é muito mais do que um estudo de geografia urbana sobre uma parte esquecida da cidade. E é muito mais, vale a pena repeti-lo, porque Jorge Ricardo Pinto escreve de uma maneira escorreita, que torna fácil entrar pela história e pela análise do espaço urbano a Oriente da Batalha, proporcionando-nos uma entusiasmante a leitura, que nunca perde o rigor científico. E ainda mais, porque se o cerne é a análise daquela zona, o autor nunca se esquiva a alargar a sua visão, descrevendo como a cidade partindo, desde o núcleo delimitado pela muralha gótica até que se vai estendo de Miragaia à Foz, da Cordoaria à Boavista, da Batalha a Campanha. A arquitectura, as actividades económicas, a organização do espaço público, a caracterização social, os fenómenos de migração, vão-se enredando ao longo do livro para nos retratar uma época determinante para o que ainda hoje é a personalidade do Porto.
É este um dos atractivos do livro, explicar, mas deixar reconhecermo-nos nos traços primordiais de uma cidade que ainda nos é familiar. Abram-nos a porta para explicar a formação das “ilhas”, ou como a habitação portuense se divide em dois tipos de fachadas, entre a habitação com o comércio no rés-do-chão e a posterior moradia unifamiliar, e nós sentimo-nos em casa. Entremos pois no Porto guiados pela mão generosa deste livro que nem se esquiva a fechar com um roteiro, para que descubramos hoje como aqui chegamos.
 
Um parágrafo para aguçar o apetite:
 
“É, portanto, à semelhança do que ocorria em todo o mundo ocidental que o Porto de Oitocentos se vê invadido por esta saga de modificações intensas no seu tecido, bem como por um conjunto impressionante de pessoas vindas sobretudo das margens do Douro. O fluxo acompanhava o crescimento da rede ferroviária e procurava do desaguar na cidade que servia de referência secular no processo de produção do vinho do Porto, quer para fugir às mínguas do mundo rural, quer para dar o salto para o Novo Mundo e ajudar a “fazer a América”, no Brasil. É certo que a população se espalha um pouco por toda a cidade, mas incide em particular a Oriente, na proximidade à porta de entrada da cidade – a estação de Campanhã-, onde a fixação era facilitada pelas baixas rendas das ilhas e pela proximidade de migrantes com a mesma origem."

 

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» publicado por DPontes às 00:20
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3 comentários:
De Jorge Ricardo Pinto a 30 de Junho de 2008 às 17:11
Meu caro David Pontes,

Muito obrigado pelas suas palavras.
Com estima,
Jorge Ricardo Pinto
De carolina correia a 21 de Maio de 2009 às 00:27
olá! sou estudante de arquitectura e estou afazer um trabalho (tese de mestrado)sobre esta zona da cidade. Gostava de saber se este livro que apresenta possui fotografias das antigas fabricas de tecelagem que existiam nessa zona. Será que me poderia enviar essas fotos? muito obrigada
Carolina correia
De Felicidade Moura Ferreira a 9 de Julho de 2012 às 12:37
Gostaria de saber se neste livro fazem referência aos moinhos que existiram no Porto. Obrigada

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