(;) pesquisa

 

( ) tags

todas as tags

(») posts recentes

(.)Olá Porto

(:) Fazer-se à rua

(...) Um arquivo a explor...

(:) O Porto também é de f...

(.) Histórias do Porto à ...

(:) O Porto também é de f...

(") Cafés do Porto

(?) Os azulejos de São Be...

(:) O Porto também é de f...

(.) Se nos dessem o azul ...

(«) arquivos

Fevereiro 2012

Setembro 2011

Agosto 2011

Fevereiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Setembro 2009

Agosto 2009

Junho 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

subscrever feeds

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

(.) Rio de gente

.

.

.

Por trás de uma porta, muitas outras portas. Não é uma casa, são muitas, são as “ilhas” do Porto. Ainda subsistem em número significativo, espalhadas pela cidade, restos de uma lógica de “prédios na horizontal”, com que muitos burgueses encontraram maneira de rentabilizar os seus terrenos, e muitos industriais encontraram maneira de alojar o operariado, que afluiu à cidade no final do século XIX. Não é de admirar. Segundo leio na wikipédia, citando um estudo da C.M. do Porto, em 1939, “havia na cidade 1.152 ilhas, abrigando 45.291 habitantes, ou seja, 17% da sua população total!”

A vida de porta aberta, as solidariedades que transitam no corredor comunitário, não chega para perceber o encanto com que alguns encaram as “ilhas”. Podem ser castiças, locais únicos de vivências populares, últimos exemplares de uma certa vivência da cidade, mas isso não nos pode fazer esquecer a falta de condições de vida que elas significam. Experimentem entrar numa porta e tentem decifrar a geografia humana que é preciso ensaiar, para criar uma família no espaço de uma cozinha, uma sala e um quarto. A casa de banho é lá fora. Uma idosa mostrou-me uma. Mesmo vazia parecia insuportável minúscula. “Criaram aqui três filhos e dois deles só saíram para casar”.

Germano Silva levou umas dezenas de pessoas num passeio, rua de S. Vítor abaixo, à descoberta das numerosas ilhas e de um bairro que ainda vive com o Douro ao fundo. Abriram-se as portas, as janelas, para saírem as gentes que vamos esquecendo.

.

( ) tags:
» publicado por DPontes às 23:52
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos