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Sábado, 8 de Março de 2008

(...) Pelo afarrabista - As meninas


 


A versão higienista da prostituição, vista como uma doença, uma "infecção"  mas, retirando os condicionalismos da época, um retrato bem curioso do fenómeno, a que não falta o devido levantamento estatístico. Em 1891, as casas de tolerância eram 36, entre elas uma na rua dos Mártires da Liberdade, precisamente a casa hoje ocupada pela livraria Académica, onde, das mãos de Nuno Canavez, encontrei este opuscúlo. Algumas citações:


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" Em primeiro logar citarei as mulheres que vivem em casa bem posta ou em hotel de primeira ordem, passeiam pelas ruas, geralmente sós, a pé ou em trem à ordem, frequentam os jardins e divertimentos públicos onde occupam logares dos melhores, trajam luxuosamente, ostentam bons brilhantes, comportam-se com seriedade e empunhando o lorgnon quando em passeio, e o binoculo no theatro, dão-se ares aristocraticos".


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"A indolência e a preguiça formam muitas vezes o fundo do caracter de algumas mulheres que não podem resolver-se a ter uma ocupação qualquer, a ganhar o seu sustento por meio do trabalho honesto, e que ficam ociosas porque toda a profissão lhes aborrece, porque todo o trabalho lhes peza; e se não têm de per si ou de suas familias meios suficientes para arrastar uma tal vida, é prostituindo-se que prociuram os recursos para viver na ociosidade." 


.


"O alcoolismo é a consequência quasi fatal da prostuição. Já entre as inscriptas, já mesmo entre as clandestinas o abuso do alcool é a regra. É ao alcool que pedem a energia que carecem, é elle que as aquece nas noites de inverno e é elle que muitas vezes lhes apaga momentaneamente a fome. Todas as prostitutas bebem e a qualidade dos alcoolicos que consomem corresponde à sua cathegoria." DPontes

» publicado por DPontes às 23:59
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