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Quinta-feira, 22 de Março de 2007

(.) Pavonear-se




Pavonear revela muito sobre uma pessoa e diz tudo sobre um pavão e foi bom ver regressar os pavões do Palácio de Cristal à liberdade ociosa que tinham antes de serem preventivamente enclausurados por causa da gripe das aves. Nada mais fazem os bichos do que exercer essa gramática reflexa e de apreciar o reflexo da sua soberba existência nos olhos das pessoas. Pavoneiam-se vagarosamente, dando a prenda do seu leque aberto apenas a quem querem. E querem sempre dá-la a quem não lha pede, a quem não insiste, a quem passa por eles sem reparar na curva harmoniosa de cores vibrantes que os torna um pedaço menos velhacos que as outras aves. Ensinam-nos a estimular-lhes a vaidade para os compadecer da nossa sede de beleza. “Liiindo, ó liiindo”, mas eles nada: pavoneiam-se para quem lhes compraz distrair, para quem caminha pensativo – não há muitas mais maneiras de caminhar pelos jardins do Palácio de Cristal – e não olha para o chão. A esses, desdobram com rapidez e solenidade, num só movimento, o fabuloso arco cheio de olhos azuis. Preferem as crianças, de onde colhem a admiração mais sincera e espalhafatosa. A quem implora, deixam por completar o milímetro que falta para a fotografia perfeita. Há que ir voltando e treinando a indiferença até os pavões decidirem que lhes apetece oferecer um encanto fugaz ao nosso dia. DMota

» publicado por DPontes às 18:16
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