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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

(.) Bolhão - Amor às causas perdidas


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Um dia, os nossos netos vão olhar para as velhas fotografias em papel  do mercado do Bolhão e, com o mesmo sentimento  com que nós hoje contemplamos as imagens  do desaparecido Palácio de Cristal, vão perguntar: “Como é que vocês deixaram que isto desaparecesse?”. Talvez na altura consigamos avançar com o já velho pretexto  do “progresso”, ou nos escudemos na “cegueira dos  homens”. Mas hoje, na semana de Alcochete, da obra trilionária, das pessoas que enchem a boca com “cidades aeroportuárias” e “novas travessias”, custa muito articular alguma coisa que justifique a forma como nos preparamos para deixar morrer parte da alma da segunda cidade do país.


É óbvio que o mercado do Bolhão necessita de obras e que a autarquia não dispõe de recursos ilimitados. Mas será que a única solução é mais um centro comercial, mais um supermercado e mais um parque de estacionamento? Porque, não tenhamos dúvidas, o que está em cima da mesa para o Bolhão é, como escreveu neste jornal o arquitecto Correia Fernandes, “mais do mesmo”, um espaço onde os actuais comerciantes, os que sobreviverem ao período de obras, terão um mero papel decorativo.


Uma autarquia que inscreve, e bem, como uma das suas prioridades recuperar habitantes  para o centro da cidade deveria fazer da manutenção do Bolhão, com as suas actuais características, uma bandeira.


Desde o tempo de Fernando Gomes que faltam imaginação, uma gestão profissional e novos comerciantes que ajudem a inverter o ciclo de decadência a que o mercado está votado. Mas se olharmos para o exemplo de outras grandes cidades europeias, que mantêm os seus mercados de frescos, podemos perceber que entregar à especulação imobiliária não é a única solução possível para preservar uma jóia arquitectónica e um repositório de vida em comunidade como é o Bolhão.


Talvez isto seja uma causa perdida. Talvez já não exista gente com suficiente amor à cidade e as elites portuenses estejam extintas. Talvez quase todos acreditem, erradamente, que os centros comerciais são sinónimo de desenvolvimento e  as vendedoras de hortaliça figuras anacrónicas. Mas talvez  ainda exista um punhado gente com  vergonha de ter um dia de confessar aos seus netos que deixou  morrer o Bolhão sem levantar  voz. Talvez...


(Texto publicado no JN, em 13 de Janeiro de 2008) DPontes


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» publicado por DPontes às 22:44
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7 comentários:
De david amebix a 18 de Janeiro de 2008 às 16:06
Eu vou ter vergonha de disser aos meus netos que deixei morrer o bolhão
De david amebix a 20 de Janeiro de 2008 às 20:21
Segunda-feira manifestação as 20:30 em frente da camara do Porto contra a destruição do mercado do bolhão.
www.manifestobolhao.blogspot.com
Eu vou.
De Luís Sarmento a 22 de Janeiro de 2008 às 09:21
Onde há mais informação acerca de planos para o Bolhão? O que fazer para manter o Bolhão intacto, ainda que sob um modelo de comercio? Se as hortaliças não chegam (quem vai há baixa comprar hortaliça ou peixe com supermercados em todas as esquinas?) que outros comerciantes especializados podem sobreviver num Nercado que não tem que ser apenas de frescos? Que novos Mercados poderiam sobreviver perante a força de homogeneização das lógicas macro-comerciais... Poderá ser o Bolhão um espaço agregador de lojas de autor, com melhores condições que as que vemos na Rua do Almada (parabens aos pioneiros do Alamada!)? Poderemos criar um novo pólo onde se cruzem artes, música e até diversão nocturna? Os esforços feitos na outra margem da Avenida dos Aliados (plano B, Casa dos Livros, Olá, Garfos & Letras, etc... etc...) mostram haver espaço para um Porto irreverente e com personalidade suficiente para se afirmar como um espaço de cultura avançada no Europa. Quem já viajou um pouco sabe que o Porto tem um enorme potencial para se tornar um ponto de atracção de forças vivas da cultura da europa. A semente está cá: falta deixá-la crescer. A Rayn Air ajudaria....
De » Anónimo a 23 de Janeiro de 2008 às 18:56
O bolhão não tem falta de clientela,muito pelo contrario.Eu costumo falar com as vendedoras do bolhão e nehuma tem problemas por falta de clientela.O Bolhão deve ficar para o comercio tradicional,nem shopping nem lojas alternativas ou de arte .Queres informação,procura aqui:www.manifestobolhao.blogspot.com
Dia 30,tertulia no café ceuta,as 18:30 com os interessados,apareçam
De Amfsc a 24 de Janeiro de 2008 às 23:54
Bem, eu ainda só tenho filhos pequenos e já tenho pena de não lhes poder mostrar o Bolhão em toda a sua beleza. O Bolhão que eu conheci e onde os meus pais me levavam e onde eles faziam compras. Ainda agora sempre que posso passo por lá senão para comprar algo pelo menos para ver o colorido das bancas, e das vendedoras e o das pessoas que lá circulam e continuam a circular e a admirar a beleza arquitectónica do edifício. Penso que não há quem não goste do Bolhão, seja ele portuense ou não, seja ele estrangeiro ou português. Acho que o Bolhão devia ser recuperado, restaurado e se calhar o seu piso superior ser enquadrado em algumas actividades comerciais ou culturais mais adequadas aos tempos que correm.
Não precisamos de mais um centro comercial com as lojas e grupos económicos do costume, nem precisamos de mais um parque de estacionamento subterrâneo, quanto menos carros no centro da cidade melhor.
Acho que devíamos lutar pelo Mercado do Bolhão como lutamos aqui há uns anos atrás pelo Coliseu do Porto.
A grande diferença é que para entrarmos no Coliseu do Porto temos de pagar e no Bolhão a entrada é gratuita. O Bolhão é nosso do povo do Porto, e não desses senhores que foram eleitos e que pretendem agora entregá-lo a qualquer um em troco de um qualquer proveito económico. Temos todos obrigação de lutar pelo Mercado do Bolhão, repito tal como lutamos pelo Coliseu do Porto, a IURD da altura não é muito diferente da IURC (Igreja Universal do Reino do Consumo) que querem colocar no Bolhão.
De Manifesto Bolhão a 30 de Janeiro de 2008 às 14:21
Ola Luís vai a www.manifestobolhao.blogspot.com
De Nuno Carvalho a 22 de Fevereiro de 2008 às 01:02
No portal SondagensPT.net publicamos uma sondagem relativa a este tema. Teremos todo o interesse na vossa participação.


Porto: Contra um novo Bolhão
(http://www.sondagenspt.net/index.php?module=sondagem&id=421)

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