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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

(...) O rei da festa




Agora que ele já desapareceu como posta regada com azeite, fica aqui a sua recordação no formato espalmado, esfiapado ou em cabeças, tal como podemos encontrá-lo nas mercearias tradicionais do Porto. Continua a ser o sabor da noite de Natal, hoje, como há cem anos atrás:


 


As famílias geralmente não jantam; n’esse dia apenas lancham e das 7 para as 8 horas da noite, pouco mais ou menos, começa a ceia da consoada, que é somente composta de pessoas da família e exclusivamente obrigada a peixe, não faltando nunca o tradicional prato de bacalhau cosido com as couves, que vimos em tão grande abundância nos mercados. Há creadas, dignas discípulas de Brillat-Savarin, que fazem seis e mais variedades de iguarias de bacalhau, e creiam os leitores que o fiel amigo e as couves attingem, nesta época, preços sensivelmente elevados. A ceia é abundantíssima, bem regada com os preciosos vinhos do Alto Douro, bem adoçada com as rabanadas, e emfim qualquer chefe de família portuense pode dizer, sem perigo de faltar à verdade, que Lucullo ceia n’esta noite com Lucullo.


 


De M. R. d’Assis e Carvalho, no Tripeiro, de 20 de Dezembro de 1909 DPontes

» publicado por DPontes às 00:46
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