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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

(.) O metro faz cinco anos


 


Custódio Oliveira, antigo assessor de Fernando Gomes, apresentou um livro que é um excelente retrato, através da imprensa, do processo político, técnico e de discussão pública que logrou dotar o Porto com uma rede de metro. Agora que passam cinco anos da sua abertura e a cidade já nem se entende sem metro, vale a pena recordar que esta luta (inacabada) surgiu num momento em que a região metropolitana conseguiu superar as dificuldades levantadas por um país assimétrico. São lições que hoje fazem todo o sentido recordar, como sintetiza o jornalista do JN, José Queirós, no prefácio à obra:


 


“Durante os primeiros mandatos autárquicos de Fernando Gomes viveu-se aquele que foi certamente, desde o século XIX, o período de maior afirmação e influência política do Porto no plano nacional. Lançou-se, também aqui com décadas de atraso em relação a conglomerações urbanas europeias de dimensão semelhante, o primeiro esboço de uma instituição metropolitana, ainda que apenas de articulação inter-municipal. Autarcas e dirigentes de partidos adversários deram sinais de disponibilidade para ultrapassar as lógicas paroquiais que são em Portugal um dos alicerces tradicionais do centralismo. As forças vivas da região mobilizaram-se em torno da ideia de uma regionalização política que viria a esboroar-se no desastre referendário de 1998.


(…)


Mas ler este livro obriga-nos também a reflectir sobre a precariedade dos ganhos obtidos no panorama mediático, que os cidadãos mais exigentes não devem dar por adquiridos. Nos últimos anos, a evolução verificada na indústria dos media (incluindo os processos de concentração, que geralmente são também processos de concentração territorial, e de sentido único) tem sido muito negativa para o Porto: houve jornais que desapareceram, outros que desinvestiram na informação local, e a paisagem audiovisual na região mantém-se pobre e letárgica.


Que a sociedade procura resistir a esta desertificação vê-se por exemplo nos blogues em que a inquietude cívica se manifesta por uma evidente vontade de participar no debate dos problemas regionais. Mas não basta. Sem uma rede de informação profissional mais forte e plural, que tenha em comum a vontade de olhar o Porto a partir do Porto (e não de Lisboa ou de qualquer ponto da estratosfera) não haverá “espaço público metropolitano” que resista. E, sem ele, o Porto terá ainda menos condições para se configurar como o que tão fortemente quis começar a ser nos anos 90: uma metrópole europeia capaz de enfileirar entre as que são dignas desse nome.” DPontes


 


 

» publicado por DPontes às 23:18
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1 comentário:
De Paulo Ribeiro a 30 de Novembro de 2007 às 20:30
É verdade sim senhor, já ninguém imagina o Porto sem o metro, e ainda não possuímos toda a amplitude que o referido meio de transporte pode proporcionar. Tem sido uma luta complicada. É que, apesar de nos facilitar imenso nas deslocações dentro de algumas zonas da área metropolitana, a celeridade de progressão das obras tem sido totalmente insuficiente. Se calhar, com uma politica diferente, mais regional e não tão centralizada, pudéssemos hoje ter orgulho em possui rum metro à imagem dos das restantes cidade europeias. Está a demorar demasiado e parece que querem atrasar ainda mais....

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