(;) pesquisa

 

( ) tags

todas as tags

(») posts recentes

(.)Olá Porto

(:) Fazer-se à rua

(...) Um arquivo a explor...

(:) O Porto também é de f...

(.) Histórias do Porto à ...

(:) O Porto também é de f...

(") Cafés do Porto

(?) Os azulejos de São Be...

(:) O Porto também é de f...

(.) Se nos dessem o azul ...

(«) arquivos

Fevereiro 2012

Setembro 2011

Agosto 2011

Fevereiro 2011

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Setembro 2009

Agosto 2009

Junho 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

subscrever feeds

Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

(.) O mistério de @

 









Está gravado na pedra: “1685 @”. Sim, o “arroba” que nos habituamos a empregar nos endereços de e-mail, está em baixo relevo nas pedras do centro histórico do Porto, em datas do século XVII e XVIII. Para que não se pense que é uma obra do acaso, a inscrição que surge na praça de São João Novo, repete-se no beco do Monte de Judeus, com a data de 1706. Os dois locais onde foram fotografadas estas inscrições encontram-se numa zona da cidade habitada pela comunidade hebraica. Germano Silva, que detectou estes estranhos @, não lhes encontra uma explicação. Será que alguém tem uma resposta? DPontes Fotos Artur Machado

» publicado por DPontes às 23:34
» link do post | » comentar | » ver comentários (6) | » adicionar aos favoritos
Sábado, 26 de Maio de 2007

(:) Postais da Tito Cunha

» publicado por DPontes às 23:48
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos

(.) Fim da linha


 


Parecia que tinha sido ontem que as máquinas tinham deixado de costurar os tecidos brancos. Depois de largarem as batas nos cacifos, as costureiras desceram as escadas e picaram o ponto, ainda a tempo de cumprimentarem o gerente que se preparava para baixar as cortinas de ferro. Lá dentro, para mais uma noite, ficavam em repouso as sedas, os tules, as rendas, à espera de gente feliz que as quisesse vestir.


Mas houve um dia que foi o último. Na rua Galerias de Paris, na praça Carlos Alberto, as portas da Tito Cunha fecharam por falência. Esquecido numa das salas ficou o quadro bordado com que, em 2000, se comemoraram 40 anos de “Um sonho/ Uma realidade”. Fugiram as noivas, escassearam os petizes para as comunhões e a grande loja dos dias especiais acabou. Ontem foram a leilão os restos. DPontes


 

» publicado por DPontes às 01:57
» link do post | » comentar | » ver comentários (3) | » adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

(.) Nota final


  


Agora só ouvimos os carros. Até há bem pouco tempo, na esquina da Rua José Falcão, podíamos fugir-lhes, ouvindo a concertina de Rogério Pinto. Tinha lugar cativo à porta de um antiquário que entretanto desapareceu. Na montra, ficou o anúncio do óbito do músico daquela esquina. Rogério Pinto regressou à terra de Brufe, Famalicão, no dia 2 de Maio. Volume desligado. DPontes

» publicado por DPontes às 01:32
» link do post | » comentar | » ver comentários (1) | » adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

(.) Azul na terra



Ainda antes da vitória, já havia quem acreditasse e o dissesse na parede. Na segunda feira, a cidade haveria de roubar o azul ao céu e acordar com os olhos cheios da ilusão de um dia novo. As vitórias são preciosas, ajudam-nos a levantar o véu que cobre estes dias. DPontes

» publicado por DPontes às 22:43
» link do post | » comentar | » ver comentários (1) | » adicionar aos favoritos

(.) Quando ainda havia pão-de-ló II

E aqui fica o site, curto para tanto apetite, da MargaridenseD.Pontes
» publicado por DPontes às 22:23
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos
Terça-feira, 15 de Maio de 2007

(:) Quando ainda havia pão-de-ló


Pelas mãos do mestre Germano Silva, chega-nos esta imagem do interior da Margaridense. Ainda era tempo de coisas doces. DPontes

» publicado por DPontes às 23:03
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

(.) Cidade que não ladra...

O Porto está cheio de cães com donos que não apanham os detritos dos animais,  obrigando os passantes a deitar mais os olhos ao chão do que aos telhados, desperdiçando assim uma das mais gloriosas maneiras de absover a cidade. O Porto está cheio de cães com donos que os passeiam ao fim da tarde presos por trelas curtas, bem curtas, puxando amiúde as trelas para suster a ansiedade dos animais que não podem correr porque em quase lugar nenhum da cidade os cães podem correr à vontade. O Porto está cheio de cães que aguentam a vontade de fazer xixi um dia inteiro até chegar o fim da tarde e poderem aliviar-se junto a um dono inflexível, que não os deixa andar, correr e mostrar alegria por passear na rua. O Porto está cheio de cães com donos que lhes puxam pelas coleiras e os mandam calar a toda a hora na rua e dentro dos apartamentos pequenos onde moram estes cães que não merecem os donos que têm. O Porto está cheio de cães que não correm, não saltam, não suspiram e nunca ladram.


O Porto está cheio de cães infelizes.DMota

» publicado por DPontes às 18:59
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos
Domingo, 13 de Maio de 2007

(:) Montra


 


No mesmo ambiente de delírio, que nos pode fazer encontrar neve na 31 de Janeiro e um rally nas Antas, alguém decidiu traçar na parede a medida de um desejo. DPontes

» publicado por DPontes às 00:50
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

(") O som da cidade

Aqui está uma experiência para ter de olhos fechados. Um mapa de recolha sonora que vagueia por cinco cidades (Porto, Guarda, Braga, Torres Vedras e Lisboa). Construa uma mistura com o pregão de "tud'aos cinc'euros", de uma vendedora de meias, mais as gaivotas na madrugada da Avenida dos Aliados e as portas de uma adega, fechando em Torres Vedras. Para os djs do quotidiano. Em loop: http://www.cincocidades.com/pt/soundmap/ . DPontes
» publicado por DPontes às 00:17
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

(.) Sem pão-de-ló


 


 



É oficial. Depois de alguns anúncios prévios, aí está a sentença sob a forma de anúncio para arrendar. A Margaridense, na travessa de Cedofeita, com os seus copinhos de geleia, a marmelada e o pão-de-ló, foi-se. A nossa preguiça, os nossos centros comerciais, a nossa falta de tempo, a nossa falta de gosto, fizeram por a esquecer. Fica um sabor muito amargo na boca, ao ver desaparecer este pedaço único do Porto. DPontes. Foto Alfredo Cunha

 


 

» publicado por DPontes às 01:51
» link do post | » comentar | » ver comentários (1) | » adicionar aos favoritos
Sábado, 5 de Maio de 2007

(.) Linha azul


É com enchentes destas, no Metro do Porto, que melhor se percebe como abrir o Metro da Margem Sul, sem clientes, é uma enorme piada de muito mau gosto. Esta era uma carruagem alegre. Os adeptos do F.C. Porto, partiam para uma viagem a que já só faltam duas paragens. DPontes   

» publicado por DPontes às 23:56
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

(.) Maio de Maias



 


“No 1º de Maio, no Douro, Beira Alta, Minho, etc. enfeitam-se as portas das casas com ramos de giestas, chamadas Maias que aqui no Porto são vendidas pelas ruas no último de Abril. O povo dá destes costumes duas explicações (…) a) Quando a virgem foi para o Egipto, deixou pelo caminho muitos ramos de giesta para não se enganar na volta; b) Quando Jesus Cristo nasceu, os judeus procuraram-no para o matarem e, como soubessem que ele estava em certa casa, colocaram à porta um ramo de giesta, a fim de, no dia seguinte, o prenderem, Nesse dia, porém, todas as casas da povoação apareceram marcadas e os judeus não puderam dar com ele.”


 


Este é o relato feito por José Leite de Vasconcelos, em 1882, citado por Hélder Pacheco, no livro “Tradições Populares do Porto”. Apesar das interpretações cristãs, para a maior parte das pessoas, deste costume antigo, subsistiu a ideia de que os ramos de giestas, colocados nas entradas das casas, se destinam a evitar a entrada dos maus espíritos, do Diabo. Já pouca gente mantém esta tradição florida. Encontrei este exemplar murcho na rua do Marco, no Candal. DPontes


 

» publicado por DPontes às 00:37
» link do post | » comentar | » ver comentários (2) | » adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

(!) Ovos


 


O Porto está cheio destes ovos. Calcorreamos ruas de cascas abandonadas, marcadas por rachadelas, buracos, casulos vazios sem vozes para atapetar as paredes de pedra. O frio passa forte por este granito silencioso. A cidade gela.


Às vezes dá-se um milagre. O tal da vida. Este está a ser chocado, ali para os lados do Bonjardim. DPontes

» publicado por DPontes às 01:29
» link do post | » comentar | » adicionar aos favoritos