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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

(...) Uma hidra em Santa Catarina


Jornal de Notícias, 1904


 


 


Eu tenho saudade das bisnagas de água. Na altura do Carnaval, ganhávamos licença de porte de arma e durante algumas horas podíamos molhar sem piedade. Mas do Carnaval popular, nunca me ficou tradição, esmagada que foi pelos encontrões para ver passar, num qualquer dia perdido, o desfile de música brasileira e do rei momo com cara de televisão. Ao Porto aconteceu-lhe algo semelhante e perdeu-se o gosto pela loucura selvagem das partidas na rua, do século XIX, e dos grandes cortejos organizados, a partir de 1904, pelo Clube Fenianos.


Dois extractos para evocar essas duas épocas:  


 


“O Porto afigurava-se então, em dia de Carnaval, vasto campo de batalha, em que os ovos, as laranjas, a água, a farinha e a cinza do borralho eram as armas de um combate ferocíssimo, de que no fim só havia a lamentar o trabalho de limpar o cabelo e lavar a cara, o que nem todos faziam nesse mesmo dia”.


Arnaldo Gama, “Um motim há cem anos”


 


“Entrudo de cidade, com cores e feitios de trinta mil espécies. Conto de velha, à lareira, na rua de Santa Catarina. Graças, monstruosidades… Ficou-me, de memória, uma bicha a que chamavam hidra. Teria sete cabeças, teria… Mas só me lembro do corpo. Vi-a, de cimo do mocho, mover-se morosamente na rua de Santa Catarina.”


João de Araújo Correia, no Tripeiro de nº 10 de 1954


 


 


 


Elementos do Clube Fenianos


Ilustração Portuguesa, Março de 1905


 


DPontes

» publicado por DPontes às 00:06
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