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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

(...) Outro São João

Tantas noites, na noite mais pequena do ano. Como as descritas por Jaime Napoleão de Vasconcelos, em “O Tripeiro” de Junho de 1953.É a festa de São João no século XIX, um banquete de cheiros e ruídos, um fogo que com um suspiro podemos tentar tocar.


 


“O fogo do entusiasmo, como verdadeira ignição começou de irrompe, de alastrar, de propagar-se e, dentro em pouco, toda a rua do Almada esplêndida de soberbas luminárias, feitas a gás sobre armações de ferro, arranjadas em arcos dos mais soberbo efeito.


E eis que a Praça Nova, invadida por seu turno, se apresentava transformada num colossalíssimo arraial, com balões venezianos, filarmónicas, galhardetes, tabuleiros, abadas e tendinhas para a venda de regueifas e pães doces, manjericos e alhos porros, cidreiras e ervas bentas, tudo numa profusão inconcebível.


No ambiente, um chavari de ensurdecedor, do qual se encarregavam as matracas, os assobios, as bombas de clorato, os buscapés, os foguetes, os morteiros, e a vozearia, o alarido da multidão levada ao rubro, que ora cantava, ora fremia, ora bramava, sob o ferrão tarantulesco da folia.


Assim, ano após ano, o fogo foi lavrando por todo o centro da cidade, onde, por fim, não houve rua que não fosse embandeirada, e não armasse, com mais ou menos imponência, a sua cascata de santinhos.” DPontes




Desenho de Sebastião Sanhudo in "O Sorvete" - nº 56, 2º ano, Porto, 1897.

» publicado por DPontes às 00:46
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