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A música continua a ser um espaço de resistência no comércio tradicional. Se os barbeiros estão autorizados a mexer na nossa cabeça, quem nos atende numa boa loja de discos mexe com a nossa cabeça. Comecei verdadeiramente o meu caminho musical à porta da Tubitek, na Praça D. João I, e nunca mais me cansei de trilhar o caminho das discotecas à procura de pérolas de som. Encontrei bastantes, correndo pelos meus dedos, ou guiado pelas mãos de gente sábia, como aqueles que moram na Piranha ou na Lost Urderground. É muito melhor que saberem o nosso corte de cabelo. Há uma mão cheia de sítios imperdíveis no Porto onde a paixão anda no ar sob a forma de ondas sonoras, que talvez valha a pena retratar aqui. Para já fica a visita à Jo Jo’s, no início norte de Cedofeita, com um misto de pedido de desculpa, porque nunca fui cliente habitual e quem resiste acho mais de 30 anos merece sempre alguma atenção. Mas se a preguiça vos roer os ossos eles têm também uma completíssima loja online a http://www.cdgo.com/ . Limpem os pés e entrem que há lá muita coisa para ouvir numa discoteca que celebrou três décadas aumentando o seu espaço.
O circo do ar chegou à cidade mas acho que à terceira já dispenso. Os aviões não vão passar por aqui.
Não percam mesmo esta caleidoscópica viagem pelas cores do Porto. A lente e o photoshop de José Paulo Andrade fazem maravilhosamente bem à vista. Aqui.
"Oporto, escapada perfecta" é como eles titulam : está aqui.
O mercado
Saudemos a resistência, os cimbalinos, as francesinhas, os estudantes, as bandejas cromadas, os tempos da nicotina, os finos, as cadeiras de madeira e o são convívio. Cem anos nesta cidade em encerramento é um feito que merece festa. Ainda este mês me deram nota do desaparecimento de uma alfaiataria, a Gentleman, com muitas décadas de bos serviços no corte e costura. Saudemos portanto o "Piolho". Parabéns!
Foto de João Miranda
O dia de São João parece-me a data natural para voltar a estas lides. Ausente durante uns tempos mas, tal como outros, não deixei de "andar por aí", ou melhor por cá. Este "cá", todo nosso, é razão para continuar. É favor embarcar, o rabelo, mesmo contra a corrente, vai continuar.